Religião e Ciência não deveriam se misturar

Leiam a reportagem do Site Terra.com e ao final da mesma a opinião bíblica deste Site

Eram homens e mulheres probos. Fugiam da bebida e do fausto, do sexo e do luxo. Até sua culinária era insossa. Quase tudo cozido e sem gosto, como ocorre com a gastronomia inglesa até os dias de hoje. Em geral vestiam-se de preto e condenavam o teatro, as festas e demais diversões. Suas mulheres, de aparência assexuada, usavam a cara lavada e nem se aproximavam de um perfume, sequer de uma colônia. Chegavam quase a avareza em matéria de poupança. Em tudo procuravam contrapor-se ao liberalíssimo catolicismo romano dos tempos renascentistas, amante da luxuria e do bem viver. Como compensação, promoveram a ética do trabalho como fonte da satisfação pessoal e a ele se entregaram com energia sagrada. Eram os protestantes que, mesmo separados em diversas seitas (luteranos, puritanos, calvinistas, etc), encontram melhor abrigo no mundo germânico e anglo-saxão.

Coube a Max Weber numa obra famosa ( “A ética protestante e o espírito do capitalismo ”, 1904-5), relacionar esse comportamento morigerado com a ascensão do capitalismo. Weber não aceitava as teses de Marx sobre a “acumulação primitiva” apresentadas no “ O Capita l”, que depositava na rapinagem e na espoliação dos camponeses medievais ingleses, as bases daquele sistema. Enriquecido ainda mais com a exploração das colônias e por atos de pirataria. Para ele, Weber, devia rastear-se o efeito do comportamento religioso, especialmente a partir da Reforma luterana. Nele encontraríamos as sementes do que  denominou de “espírito do capitalismo”.

Não que Weber considerasse Lutero, Calvino, John Knox, e tantos outros reformadores, como agentes do progresso. Muito pelo contrário. Teologicamente desejavam um retorno ao cristianismo primitivo, à prática das catacumbas, a uma vida completamente regulada pela religião. Mas uma das suas pregações chamou a atenção do sociólogo: a condenação da vida monacal. Consideravam-na um gesto egoísta. Enclausurar-se num mosteiro ou num convento e dedicar boa parte da sua existência às orações e rezas, pareciam-lhes uma grave alienação que “afastava o homem das tarefas deste mundo.”

No seu lugar propunham que cada um encontrasse uma vocação para o trabalho secular, ein Beruf, para estabelecer um vínculo permanente com seu próximo, para que os princípios da solidariedade e fraternidade cristã não se reduzissem a conceitos vazios. Os luteranos difundiram a expressão Beruf, algo mais que uma vocação, um plano de uma vida inteira. Essa alteração, da vida contemplativa para a vocacional, teve efeitos duradouros nas estruturas sócio-economicas que se seguiram. Foi a principal responsável, segundo Weber, para o sucesso material  dos países protestantes que, a partir do século XVII , colocaram-se na vanguarda do desenvolvimento.

O que você sabe é diferente do que você crê

O que você sabe é diferente do que você crê. Foto: iStock

 

A Contra-Reforma

Enquanto a Igreja, transformando o Concilio de Trento num fortim Contra-reformista, reagia enfatizando seu caráter anti-científico e inquisitorial, cujo clímax chegou ao julgamento de Galileu Galilei, em 1632,  pelo Tribunal do Santo Ofício em Roma, provocado uma cisão irreparável entre o Catolicismo e a Ciência, os protestantes, separados em centenas de pequenas congregações rivais, não conseguiam obstar a curiosidade dos pesquisadores.

Em pouco tempo a Reforma não só desenhou na Europa um novo mapa religioso, cindindo a Cristandade em católicos e protestantes, mas também em países cientificamente adiantados e nos atrasados. Tão dramática ficou essa cisão ao longo dos séculos que o pensador espanhol Miguel de Unamuno, quando confrontado e questionado pela impressionante petrificação científica da Península Ibérica, comparada com seus vizinhos   europeus, exclamou irritado: “Deixem que eles que inventem!”

O resultado disto hoje é que uma consulta aos vencedores dos prêmios Nobel de física, de química e de medicina indica que – dos 394 prêmios  concedidos, entre 1901 -1992 – 80,9 % deles foram repartidos entre pesquisadores e doutores dos países de origem protestantes (EUA com 40,3%, Inglaterra com 16,2 % e Alemanha com 14,9%), cabendo aos católicos apenas 13,9% (sendo que a França, cujo estado separou-se da Igreja em 1789, responsável por 6% deles). Esta prevenção anticientífica do mundo católico é que explica porque agora, justamente, foram a Itália, a Espanha, a Argentina e, pasmem, até a Bolívia, a ameaçar com rigorosas penas de prisão àqueles que tentassem mesmo a clonagem animal. Não satisfeitos em terem perdido a corrida tecnológica, esforçam-se também por perder a revolução biogenética.

  • Voltaire Schilling Voltaire Schilling

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A ciência se define como “a observação, identificação, descrição, investigação experimental e explicação teórica de fenômenos”. A ciência é um método que a humanidade pode usar para obter uma maior compreensão do universo natural. É uma busca pelo conhecimento através da observação. Os avanços científicos demonstram o alcance da lógica e imaginações humanas. Entretanto, a crença de um cristão na ciência nunca deve ser como nossa crença em Deus. Um cristão pode ter fé em Deus e respeito pela ciência, contanto que nos lembremos do que é perfeito e do que não é.

Nossa crença em Deus é uma crença de fé. Cremos em Seu Filho para a salvação, temos fé em Sua Palavra para instrução e fé em Seu Santo Espírito para orientação. Nossa fé em Deus deve ser absoluta, pois quando colocamos nossa fé em Deus, confiamos em um Criador perfeito, onipotente e onisciente. Nossa crença na ciência deve ser intelectual, e nada mais. Podemos contar com a ciência para fazer muitas coisas importantes, mas também podemos ter por certo que a ciência cometerá erros. Se colocarmos fé na ciência, confiamos no homem imperfeito, pecador, mortal e limitado. A ciência através da história tem se equivocado a respeito de muitas coisas, como o formato da terra, vacinas, transfusões de sangue e até mesmo reprodução. Deus jamais se equivocou.

Um cristão não deve temer a verdade, e então não há razão para que um cristão tema ou odeie a boa ciência. Aprender mais sobre como Deus construiu nosso universo ajuda a raça humana a apreciar a maravilha da criação. Expandir nosso conhecimento nos ajuda a combater a enfermidade, a ignorância e mal-entendidos. Contudo, é perigoso quando os cientistas buscam sua fé na lógica humana acima da fé em nosso Criador. Estas pessoas não se diferenciam em nada de qualquer devoto de uma religião: escolheram a fé no homem, e encontrarão fatos para defendê-la.

Ainda assim, os cientistas mais racionais, mesmo aqueles que se recusam a crer em Deus, admitem que há um grande vazio em nosso entendimento do universo. Eles admitem que nem Deus nem a Bíblia podem ser provados ou refutados pela ciência, assim como muitas de suas teorias favoritas também não podem ser provadas ou refutadas. A ciência existe para ser uma disciplina verdadeiramente neutra, que busca somente a verdade. E Deus sempre teve a intenção de que viéssemos a Ele através da fé, e não através da lógica.

Grande parte da ciência apoia a existência da obra de Deus. Salmos 19:1 nos diz: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” Na medida em que a ciência moderna descobre mais a respeito do universo, mais evidências encontramos a respeito da Criação. A assombrosa complexidade da reprodução do DNA, as intrincadas e interconectadas leis da física e a absoluta harmonia das condições e química aqui na terra, tudo isso serve para autenticar a mensagem da Bíblia. Um cristão deve abraçar a ciência que busca a verdade, mas rejeitar os “sacerdotes da ciência” que colocam a sabedoria humana acima de Deus.

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